A ORIGEM DA UMBANDA
Existem inúmeros conceitos e histórias sobre a origem da Umbanda, e
cada história tem o seu fundamento religioso.
A Umbandã é considerada uma religião milenar,era conhecida como o
Conhecimento-uno na época n Lemúria e Atlântida, transmitidos a todos pela
primeira raça do planeta terra.
A palavra no Egito era conhecida com Criação.
O significado de Umbanda....da palavra Umbanda não existe em outro
lugar fora do Brasil. Acredita-se que é uma palavra derivada do quimbundo língua
falada em Angola. Originalmente, AUM-BHAN-DAN, encontramos diversos significados
para a palavra, como: Conjunto de Leis Divinas, caridade, curandeiro.
A tradição nos leva a crer que o Movimento Umbandista teve sua idealização
a cerca de 500 anos no Plano Astral, na época do descobrimento do Brasil.
Vários espíritos então foram convocados para já na espiritualidade organizar o
movimento que iria emergir em solo brasileiro, local escolhido para esse “re”surgimento.
Em 1898, após a abolição da escravatura, uma entidade chamada Caboclo
Curugussú preparava o ambiente Astral do Brasil, para o resurgimento da
Umbandã. Este todas as vezes que incorporava dizia ter vindo trazer a Umbanda.
Ele dizia ser emissário da pura raça vermelha, primeira raça do planeta,
caboclos que coordenavam a vinda da Umbanda ao Brasil. Esses caboclos não são
os índios que Cabral encontrou no Brasil, e nem os ancestrais das tribos que se
encontravam aqui, mas sim espíritos muito evoluídos que viviam aqui a milênios.
E foi em 15 de novembro de 1908, um rapaz de 17 anos, Zélio Fernandino de
Moraes, em Niterói RJ, incorporou o Caboclo das 7 Encruzilhadas , e declarou a
fundação do primeiro Templo de Umbanda. Era o renascimento da Umbanda.
Na Federação Kardecista de Niterói:
O que acontecia, Zélio sofria de ataques...mais
conhecido como incorporação involuntárias, já que o médium não tinha controle consciente
sobre o fenômeno, e a época esses
processos era bem desconhecidos, e acham que era coisa do demônio, já havia
passado por várias sessões com padres católicos, e os familiares tinham muita
vergonha de seus ataques. Até que eles ouviram fala em espiritismo e procuraram
a Federação Kardecista de Niterói.
Conduzido pelo Sr. Souza a uma reunião, Zélio já se
encontrava em transe. O dirigente divisava claramente imagens e cenas que
ocorriam em torno do médium, e a presença de uma entidade comunicante:
(Sr. Souza)- Quem é você que fala através deste
médium? O que deseja?
(Caboclo)- Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Vim para inaugurar algo novo e falar às pessoas simples de coração.
(Sr. Souza)- Você se identifica como um caboclo,
talvez um índio, mas eu vejo em você restos de vestes de um sacerdote católico.
Não estará disfarçando sua aparência? Vejolhe o corpo espiritual.
(Caboclo)- Sei que pode me ver. Mas asseguro-lhe que o
que você percebe em mim são os sinais de uma outra existência, anterior a esta
na qual adquiri a aparência indígena. FuI um sacerdote jesuíta, e, na ocasião,
meu nome era Gabriel Malagrina. Fui acusado de bruxaria pela Igreja, sacrificado
na fogueira da Inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em
1755. Mas, em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de
nascer como um caboclo nas terras brasileiras.
(Sr. Souza)- E podemos saber seu nome?
(Caboclo)- Para que nomes? Vocês ainda têm necessidade
disso? Não basta a minha mensagem?
(Sr. Souza)- Para nós seria de muita ajuda saber com quem
falamos. Quem sabe podemos ajudar mais sabendo também algo mais detalhado?
(Caboclo)-Se é preciso que eu tenha um nome, digam
que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existem caminhos
fechados. Venho trazer a umbanda, uma religião que harmonizará as famílias,
unirá os corações, falará aos simples e que há de perdurar até o final dos
séculos.
(Sr. Souza)- Mas que
religião nova é esta e por que fazer o médium sofrer assim?
(Caboclo)- A nova religião virá, e não tardará o
tempo em que ela falará aos corações mais simples e numa linguagem despida de
preconceito. Entre o povo do morro, das favelas, das ruas e dos guetos, será
entoada uma cantiga nova. O povo receberá de seus ancestrais o ensinamento
espiritual em forma de parábolas simples, diretamente da boca de pais-velhos e
caboclos. Quanto ao que você chama de sofrimento do médium, é apenas uma fase
de amadurecimento de sua mediunidade. Vocês é que interpretam como sofrimento;
para nós, é apenas uma forma de adaptarmos o aparelho mediúnico ao trabalho que
espera por ele. Depois, todo esse incômodo cessará. O que tiver de vir, virá.
(Sr. Souza) - Mas se já existem tantas religiões no
mundo e também temos o espiritismo, você acha que mais uma religião contribuirá
para alguma coisa positiva? Por que essa forma fluídica de caboclo ou, como
você diz, de pai-velho? Isso é necessário?
(Caboclo) - Deus, em sua infinita bondade,
estabeleceu a morte como o grande nivelador universal. Rico ou pobre, poderoso
ou humilde se igualam na morte, mas vocês, que são preconceituosos,
descontentes por estabelecer diferenças apenas entre os vivos, procuram levar
essas diferenças até além da morte. Por que não podem nos visitar os humildes
trabalhadores do espaço se, apesar de não haverem Sido pessoas importantes na
Terra, também trazem importantes mensagens da Aruanda? Por que não receber os
caboclos e pretos-velhos? Acaso não são eles também filhos do mesmo Deus?
(Sr. Souza)- O que você quer dizer com a palavra
Aruanda ?
(Caboclo) - Aruanda é o mundo espiritual, os
trabalhadores da Aruanda são todos aqueles que levantam a bandeira da
liberdade!
E continuou:
(Caboclo) - este planeta mais uma vez será varrido
pela dor, pela ambição do homem e pelo desrespeito às leis de Deus. A furia logo
irá fazer suas vítimas. As mulheres perderão ali a vergonha. Uma onda de sangue
varrerá a Europa, e, (quando todos acharem que o pior já foi atingido, uma
outra onda de sangue, muito pior do que a primeira, envolverá a humanidade, e
um único engenheiro militar será capaz de destruir, em segundos, milhares de
pessoas. O homem será vítima de sua própria máquina de destruição.
(Sr. Souza) - Vejo que você se faz um profeta...
(Caboclo)- Assim como previ o terremoto de Lisboa
em 1755, trago hoje em minhas palavras um pouco do futuro do mundo; mas agora
já não podem matar o corpo, pois este está morto. Vivo como espírito e como caboclo
trago uma nova esperança. Amanhã, na casa onde meu médium mora, haverá uma mesa
posta para toda e qualquer entidade que queira ou que precise se comunicar;
independentemente daquilo que haja sido em vida, será bem-vinda. Espíritos de
sacerdotes, iniciados e sábios tomarão a forma de simples pais-velhos ou
caboclos, e levaremos o consolo ao povo necessitado.
(Sr. Souza) - Parece mais uma igreja que você
fundará na Terra...
(Caboclo)- Se desejar, poderá chamar de igreja;
para nós é apenas uma tenda, uma cabana.
(Sr. Souza) - E que nome darão a essa igreja?
(Caboclo) - Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois,
da mesma forma que Maria ampara nos braços o filho querido, também serão
amparados os que se socorrerem da aumbandhã.
(Sr. Souza) - Por que dar o nome de tenda a essa
igreja? Por que inventar novos nomes? Isso não irá complicar mais ainda para a
população? - o Presidente José de Souza queria extrair mais alguma coisa da
entidade.
(Caboclo)- As igrejas dos homens e os templos
construídos pelo orgulho humano são muito imponentes. Chamaremos de tenda o
local de reunião; um lugar simples e humilde, como simples e humildes devemos
trabalhar para ser.
Como era previsível, o presidente da Federação
Kardecista de Niterói não concordou com aquilo que o caboclo brasileiro trazia
através de Zélio de Moraes. Contudo, foi obrigado a reconhecer que algo novo
surgira naquele 15 de novembro de 1908.
No dia seguinte, a família Moraes se reuniria em
sua sala e, juntamente com eles, um grupo de espíritas curiosos que chegaram
para ver como seria a nova religião.
Aqueles que se sentiram atraídos pelas palavras do
caboclo perceberam a arrogância dos dirigentes e foram obrigados a decidir se
ficariam no antigo centro espírita ou se fariam parte da tenda, da nova
religião.
Durante os trabalhos, vários médiuns incorporaram
caboclos, crianças ou pais-velhos. E nascia assim o comprometimento de Zélio de
Moraes com a aumbandhã ou, simplesmente umbanda.
Uma religião tipicamente brasileira,
considerando-se o tipo psicológico com o qual se apresentam as entidades
veneráveis que fizeram da umbanda uma fonte de luz e sabedoria para as pessoas
que se sintonizam com suas verdades.
Livros: que contribuem para o aprendizado sobre a Umbanda em forma de Romance!


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